ANTT

BR-163/MS tem novos valores de pedágio

por ASCOM - Publicado em 14/09/2018 08h12. Última modificação em 19/09/2018 11h46.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou, na última quinta (13/9), a alteração das tarifas de pedágio da rodovia BR-163/MS, administrada pela concessionária MS Via – Concessionária de Rodovia Sul-Matogrossense S.A. Os novos valores estão em vigor desde a zero hora de hoje (14/9). A íntegra da Deliberação nº 700/2018 pode ser acessada aqui.

A tarifa de pedágio para veículos da categoria 1 passa de R$ 5,00 para R$ 5,10, na praça de pedágio P1, em Mundo Novo; de R$ 6,90 para R$ 7,00, na praça de pedágio P2, em Itaquiraí/Naviraí; de R$ 7,00 para R$ 7,10, na praça de pedágio P4, em Rio Brilhante; e de R$ 6,00 para R$ 6,10, na praça de pedágio P6, em Bandeirantes/Rochedo/Jaguari. Devido ao arredondamento tarifário, o valor do pedágio nas praças de Caarapó (P3), Campo Grande (P5), São Gabriel do Oeste (P7), Rio Verde de Mato Grosso (P8) e Pedro Gomes (P9) permanece inalterado.

Em média, após o arredondamento, o impacto tarifário foi de 0,73%. A inflação do período foi de 5,01% e houve um desconto médio de 4,43%, referente à não execução das obras de ampliação de capacidade do trecho concedido.

Concessão – Com 847,2 quilômetros de extensão, a BR-163/MS foi concedida para iniciativa privada com o objetivo de exploração da infraestrutura, em 11 de abril de 2014, pelo período de 30 anos.

 

Entenda as alterações tarifárias

A ANTT, por força de lei, realiza, anualmente, o reajuste e a revisão ordinária das tarifas de pedágio das rodovias federais concedidas. Essas alterações tarifárias são aplicadas no aniversário do início da cobrança de pedágio.

As alterações de tarifa são calculadas a partir da combinação de três itens previstos em contrato:

Reajuste: tem por intuito a correção monetária dos valores da tarifa e leva em consideração a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Acontece uma vez ao ano, sempre no aniversário do início da cobrança de pedágio.

Revisão: visa recompor o equilíbrio econômico-financeiro celebrado no contrato de concessão.

Nas revisões ordinárias, são feitas as compensações, na tarifa de pedágio, por descumprimentos ou postergação de cláusulas contratuais, caso existam. Neste caso, pode haver, inclusive, decréscimo na tarifa básica, caso a fiscalização da ANTT verifique que a concessionária deixou de cumprir alguma obrigação prevista para aquele ano. Assim como o reajuste, a revisão ordinária acontece uma vez ao ano, sempre no aniversário do início da cobrança de pedágio.

As revisões extraordinárias podem ocorrer a qualquer tempo e abrigam os fatores de desequilíbrios derivados da inclusão de novas obrigações, não previstas inicialmente no contrato, a exemplo de inclusão de novas obras ou como foi o caso da Lei dos Caminhoneiros.

Arredondamento tarifário: tem por finalidade facilitar a fluidez do tráfego nas praças de pedágio, e prevê que as tarifas devem ser múltiplas de R$ 0,10. Os efeitos econômicos do arredondamento são sempre compensados no processo de revisão subsequente. Ou seja, se este ano arredondamos para cima, no próximo, o arredondamento será decrescente.